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31 de Março de 2019

Aos 16 anos, Rafael Bueno é o mais jovem estilista a desfilar no SPFW



 

O mais jovem estilista a apresentar uma coleção no São Paulo Fashion Week, o catarinense Rafael Bueno, de apenas 16 anos, realizou o seu maior sonho em outubro do ano passado.

Apadrinhado por Alexandre Herchcovitch e Luciano Hulk, Rafael desfilou dez peças que contam a sua história a partir de fragmentos da sua vida. Com uma cartela de cores focada no preto, vermelho e branco, o jovem estilista apresentou uma coleção concisa e repleta de belos vestidos.



 

Ao FFW, Alexandre Herchcovitch explicou a emoção que sentiu ao se deparar com a história de Rafael. “Eu fiquei bastante surpreso com a história dele, porque é muito parecida com a minha. Eu, na mesma idade que ele, me interessei por moda, comecei a costurar, modelar e a fazer roupas para mim. Eu vi muita proximidade no interesse dele com aquilo que eu tinha interesse nessa mesma idade. Achei que deveria mostrar o dele de uma maneira maior, fazendo com que o exemplo da garra dele servisse para todos nós seguirmos nosso sonhos”.

 



Durante uma visita à RenauxView, conversamos com Rafael para entender um pouco mais sobre o seu processo criativo e a experiência de criar uma coleção em apenas 40 dias. Abaixo, você confere a nossa conversa com ele na íntegra.

 

RenauxView: Em que momento surgiu o interesse na moda?

Rafael Bueno: Eu sempre gostei de tudo ligado ao estético, moda, arquitetura, design de interiores. Desde pequeno eu procurava me vestir de um jeito diferente dos demais, mas quando eu me interessei por moda realmente foi aos 12 anos quando descobri que eu poderia criar moda. Foi aí que eu comecei a estudar sobre modelagem e costura, e me apaixonei pela moda.

RV: Como foi a experiência de trabalhar ao lado de Alexandre Herchcovitch e Luis Serafim?

RB: Foi uma experiência de grande aprendizado e foi extremamente necessária, porque até então eu nunca tinha trabalho fazendo uma coleção com um mesmo conceito, eu sempre trabalhava com peças únicas. O Alexandre que ajudou mais nessa parte de escolher o caminho pelo qual a gente ia começar a trabalhar, já o Luis auxiliou na parte da criação, de desenvolver essas ideias e de como a gente poderia passar elas para as peças através de modelagens. De qualquer forma, foi uma experiência que trouxe muito crescimento profissional e pessoal.  

RV: Como foi o processo criativo da coleção desfilada no SPFW?

RB: O processo criativo foi baseado na minha história. Esse foi o ponto de partida, daí começamos a pensar como eu poderia contar essa história por meio de peças em um desfile. Como eu sempre trabalhei muito com retalhos, os recortes acabavam sendo um ponto importante da estética do meu trabalho. Começamos a trabalhar então em cima de um vestido de recortes que eu já tinha feito, tendo como foco o shape dos anos 60, com modelagens mais amplas e retas. Além disso, os recortes com a mistura de materiais representou bastante do meu trabalho anterior, quando eu utilizava retalhos de tecidos para criar peças, por uma questão financeira mesmo.

RV: Qual o maior desafio na hora de criar uma coleção em 40 dias?

RB: O maior desafio, para mim, foi saber lidar com o tempo. Buscar a coerência entre os looks também foi um desafio, porque foi algo extremamente fora do comum pra mim, eu nunca tinha feito nenhuma coleção. Eu tive diversas crises de ansiedade durante o processo, que foi mais da metade do tempo focado na criação e só então, quando faltavam 10 dias para o desfile, que a gente começou a produzir as peças. Foi uma correria louca, o tempo pesou muito no resultado final, mas levando em consideração a minha experiência e o curto prazo, eu acredito que o resultado entregue foi um trabalho bem feito.

RV: Como foi conhecer a RenauxView? O que mais chamou a atenção na empresa?

RB: Foi uma experiência nova e diferente, porque a RenauxView foi a primeira fábrica de tecidos que eu visitei. O que mais me chamou atenção foi entender o processo, como funcionam os teares e todo o maquinário que transforma os fios em tecidos. Eu tinha uma noção básica de como funcionava o entrelaçamento dos fios, mas ver isso no tear foi uma experiência extremamente interessante.

RV: Qual o seu conselho para os jovens que, assim como você, querem ser estilistas?

RB: O meu conselho pode parecer meio óbvio e repetitivo, mas estudar é sempre o caminho. Se aperfeiçoar, aprender sempre mais para se tornar um profissional capacitado. Tem muita coisa gratuita na internet, várias plataformas que auxiliam no processo de aprendizado, não precisa ter dinheiro, o importante é ter vontade de correr atrás para fazer acontecer. Estudar é necessário e é um conhecimento que todo profissional precisa ter.

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