Menu

Blog

05 de Fevereiro de 2019

A beleza das echarpes estampadas por bactérias



Cores vívidas criam belas e orgânicas formas abstratas na coleção de echarpes de seda de Natsai Audrey Chieza. O mais interessante, porém, é que as estampas não são desenhadas por ela, nem estampadas digital ou manualmente.

Os padrões são o ciclo de vida de uma bactéria chamada Streptomyces coelicolor, que vive no solo juntamente com outros organismos, decompondo matéria orgânica. A bactéria produz um antibiótico que tem uma variação de pigmentos que vai do azul ao rosa e lilás, tudo isso apenas dependendo da acidez do ambiente.



A abordagem pioneira de Natsai na hora de utilizar pigmentos derivados de bactérias como uma solução sustentável para o mercado têxtil já foi exposta em instituições internacionais de prestígio e também é parte permanente de coleções, como a Forbes Pigment Collection no Harvard Art Museums, além de um TED Talk onde ela fala sobre a importância de processos mais sustentáveis e menos focados em combustíveis fósseis.



Natsai também é fundadora e diretora criativa da Faber Futures, um estúdio criativo de biodesign (ou biomoda, como a área é conhecida no Brasil) que cria protótipos e avalia a próxima geração de materiais que estão surgindo através desta simbiose de campos de estudo. Com uma filosofia intrigante, o Faber Futures acredita que as respostas para os maiores desafios que o planeta está enfrentando podem ser encontradas na natureza.

Integrando biologia, tecnologia e design, e trabalhando com organismos como bactérias, fungos e algas, o Faber Futures desenvolve novos materiais, processos e aplicações para um espectro de indústrias que não foca apenas no têxtil. No estúdio criativo, essas soluções são uma forma de frear problemas maiores, como a escassez de matérias-primas e as severas mudanças climáticas.

Sobre o autor

Comentários

Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades da Renauxview

Fique tranquilo nós também odiamos spam ;)