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28 de Agosto de 2020

As‌ ‌esculturas‌ ‌em‌ ‌papel‌ ‌de‌ ‌Fabiola‌ ‌Jean-Louis‌ ‌são‌ ‌mais‌ ‌que‌ ‌vestidos‌



À primeira vista, os vestidos de Fabiola Jean-Louis são apenas isso: vestidos. Mas, ao observarmos de perto, as peças se transformam em algo muito mais surpreendente. Criadas com papel, as esculturas da artista são impecáveis nos detalhes.

Nascida no Haiti e criada em Nova York, Fabiola carrega em si a luta negra e uma fascinação por expor o que está debaixo da superfície. Isso explica o uso do papel na hora de criar as esculturas.




Servindo como elo entre o passado e presente, quando o papel não era apenas uma forma de moeda corrente e sim um grande detentor da liberdade de um ser humano, a artista nos guia por uma jornada que mostra como a história é delicada e vital.



Em seu trabalho, percebemos que a história não é estática. Como a memória, ela precisa ser constantemente relembrada e reavaliada de acordo com o presente. Com sutileza enfática, ela aponta a importância, individual e coletiva, de repensar algumas “verdades históricas” que apenas reforçam estereótipos de raça e gênero, tanto no passado quanto no momento em que vivemos.

As esculturas de papel fazem parte da série Rewriting History, que consiste em três fases: os vestidos de papel, fotografias pictóricas e polaroids, que já esteve em cartaz no Smithsonian, DuSable Museum of African American History e Alan Avery Art Company.





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